Já imaginou alguém assim, calado, mas ansioso, ansioso até demais a ponto de perder oportunidades boa na vida. Ou alguém até tão tímido demais a ponto de perder algum amor em sua vida. Pois bem, esses dois adjetivos me pertence ou pertencia até então. Se não me conhecia descrevo-me agora e apresento-me aos meus caros leitores. Eu, um jovem de vinte e dois anos, a quatro dias de fazer mais um ano de vida, que ontem dia sete de setembro me vi feliz em uma avenida colorida de sorrisos e pés fortes ao chão quente meio úmido. Venho a algum tempo fazendo um tratamento, tratamento esse que herdei de meu pai (ânsia) e de minha mãe (timidez), tratamento que brevemente falando necessitou de remédios e eu os recusei, achando que poderia ser curado sem eles. Minha rainha passou por noites em claro, esperando-me chegar em casa diversas vezes de noitadas em claro e eu que via o mundo diferente, às vezes recusei seu clamor de mãe que, "um bobo do mundo" assim como eu era. mas ouve vezes (poucas) mas que eu a ouvia. O senhor meu pai, sempre me dando atenção, para que não preocupasse sua rainha, mas sempre como "uma última" festa, eu sempre obedeci aquilo que o mundo me oferecia. Foram noites tensas que para mim eram noites lindas e alegres por fora, mas que por dentro desse peito, chorava. Noites aquelas que só um depoimento muito extenso de minha mãe poderiam descrever-lhes tais momentos. Hoje mais amadurecido que no ano dos meus "aosvinte", onde iniciantes palavras deste homem tocavam a poucos, que hoje, creio em Deus tocam mais do que eu imaginavam tocar. Uma lágrima lá derramada, não me trás um sorriso claro, mas me traz um relato de uma pessoa triste ao qual um dia eu fui, que hoje, não sou mais. Parece para ti loucura de um jovem, mas são relatos reais, hoje estou aqui, deitado, calmamente e minha cama desarrumada, olhando para a tela de meu notebook, escrevendo cada palavra de coração, dia nublado, com ventos fortes, um breve grito lá fora, mas o que seria este grito, não sou eu quem irá buscar seu objetivo. Assim venho me descobrindo, que a cura está mais próxima que em dois mil e dez, que os remédios que hoje tomo, trazidas pela senhora minha mãe, são para o meu bem, não para minha "pensante loucura". Que hoje sou feliz por ter Jesus em minha vida, mais vivo ainda em meu coração, sem desmerecer qualquer Religião de outrem, mas que no fundo, eu de base católica, tenho admiração pelos seguidores desta religião ao qual faço parte. Conhecedor é aquele que abre o coração para o senhor e vive no céu. Sempre tive minha Fé em meu coração, em anos de infância sempre aborrecido recusava o convite de minha mãe para ir a missa, por motivo de ficar com amigos vizinhos jogando bola, conversando e jogando dominó. Mas hoje sei o quão grande é minha imensa felicidade por ter renascido essa minha Fé que hoje me faz sorrir livre. Hoje, oito de setembro de dois mil e quatorze, estou afastado do trabalho, que logo breve voltarei com toda força, sem aquela ânsia que me amedrontava, mas sempre tímido, que essa timidez é o meu carisma. Hoje, neste texto, você conheceu mais um pouco sobre o "eu", que logo em seguida, virão muitas experiências vividas e sofridas a declarar neste humilde livro de minha vida.
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