10.08.2014

AUGUSTO CURY
MAIS DE 22 MILHÕES DE LIVRO VENDIDOS NO BRASIL
 PUBLICADOS EM MAIS DE 60 PAÍSES


Felicidade roubada

Um romance psicológico
sobre os fantasmas da emoção
que estão dentro de nós e que
sabotam nossa felicidade






Prefácio





Um dos fenômenos psíquicos mais comentados no mundo todo e menos compreendidos é a felicidade. Ser feliz é ter a plenitude do prazer? Mas quem não atravessa os vales das angústias? É beber da fonte da tranquilidade? Mas quem não atravessa os desertos da ansiedade? É ser realizado social e profissionalmente? Mas quem não chafurda na lama das frustrações? É conhecer a excelência do amor? Mas quem não é ferido pelas pessoas que mais ama?
     Fiz mais de 20 mil sessões de psicoterapias e consultas psiquiátricas, e durante trinta anos tenho pesquisado e produzido uma das teorias psicológicas da atualidade que estudam a formação do Eu como gestor do território da emoção. Essa experiência me levou a desenvolver o Freemind, um programa mundial para prevenção de transtornos psíquicos, disponível gratuitamente para todos os povos, culturas, universidades, empresas e religiões. Diante disso, estou certo de que não encontramos a felicidade, é ela que nos encontra.
     Quando? Quando abraçamos mais e julgamos menos, elogiamos mais e criticamos menos, apostamos mais e cobramos menos (inclusive de nós mesmos), dialogamos mais sobre quem somos e menos sobre onde estamos, aceitamos mais os limites dos outros e temos menos a necessidade neurótica de mudá-los, vivemos mais o presente e sofremos menos pelo futuro, protegemos mais nossa emoção e traímos menos nossa cama, nosso sono, nossos sonhos. Todos esses temas são abordados em Felicidade roubada, Em todos eles, o personagem central tropeçou. E quem não tropeça?
     Conquistara a felicidade é uma tarefa sofisticada. Rei tentaram sequestrá-la com seu poder, mas ela desdenhou deles dizendo: "nada pode me controla!". Intelectuais tentaram seduzi-las com seu dinheiro, mas a felicidade sussurrou: "não estou à venda". Poeta tentaram conceituá-la com suas palavras, mas ela comentou: "sou indefinível". Famosos tentaram seduzi-la, mas ela bradou: "eu me escondo nas coisas simples".
     Apesar de ter ais de 40 milhões de leitores em meu país, raramente dou entrevistas, embora o faça com frequência em outros países. Essa atitude não é porque sou excêntrico, as porque ninguém é mair ou melhor do que ninguém e também porque estou convicto de que ser feliz é fazer muito do pouco. A felicidade se esconde de fato nas coisas humildes e anônimas. A necessidade de evidência social é um dos sintomas da infelicidade.
     Este romance foi livremente inspirado em fatos reais, mas os dados foram modificados para preservar a identidade dos personagens. O personagem principal desta história é culto, impactante, realizado, mas teve sua felicidade roubada pelos "fantasmas" da sua mente, demonstrando que um ser humano brilhante pode ir à falência emocional e uma pessoa emocionalmente falida pode também ser construída como ele foi. E, uma vez reconstruída, torna-se mais generosa, calma, tolerante e inteligente.
     Algumas estatísticas apontam que mais de 3 bilhões de pessoas cedo ou tarde desenvolverão um transtorno psiquiátrico. Um número assombroso, indicando que as sociedades modernas tornaram-se uma fábrica de pessoas estressadas. Tal preocupação me motivou a escrever este livro e também uma aventura inédita chamada Petrus Logus  o Guardião do Tempo. Quero estimular os jovens a fazerem a mais fantástica viagem, uma viagem para o território da emoção, para explorá-lo e protegê-lo, para assim não ser como os adultos: os maiores sabotadores de sua própia felicidade.
     Não faz muito tempo, a revista Época comentou que inaugurei um novo tipo de romance, o romance psiquiátrico-histórico. No fundo, escrevo para contribuir com os leitores, mas escrevo também para domesticar os meus fantasmas emocionais. E espero que, ao ler este romance você tenha instrumentos para domesticar os seus. Claro, se os tiver. Mas quem não o tem...?



Dr. Augusto Cury, Ph. D.

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